Pastilha efervescente

Pastilha efervescente.jpg

Era eu, num tubo metálico, feliz e armazenada.

Empilhada sobre as outras.

Até que a D. Alice se sentiu mal da tripa.

Destapou a embalagem, era eu a primeira.

Fui violentamente agarrada, ainda gesticulei, mas sem resultado.

D. Alice resolveu atirar-me à água sem dó nem piedade.

Gritei mas em vão, pois de imediato comecei a desfazer-me.

Formaram-se minúsculas partes de mim.

Até à dimensão de átomo.

E no final à dimensão em que já não era.

D. Alice acabara de cometer um crime, o meu assassinato.

publicado por poetazarolho às 13:53 | comentar | favorito