Universos de(s)esperança

Universos desesperança.jpg

Vazios como copos cheios

Cruzamos em bicicleta o infinito

Dos universos paralelos

Açucarados de esperança

Tropeçando em sinapses delinquentes

Abjectas e dispostas ao nada

Preenchendo vazios plenos de ódio

E assassinando amanhãs

Como se não os houvera

 

Vazios como copos cheios

Escolhemos não escolher

Dando voz às sementes estéreis

Que escolhem germinar ácido

Perfumando almas errantes

Travestidas na espuma fácil

Branqueando areais imensos

E assassinando verdades

Como se não as houvera

 

Vazios como copos cheios

Mimetizamos vagas expressões

Da felicidade obrigatória

Pairando sob negras nuvens

Rasgando as entranhas

Pra mostrar o azul intenso

Que ilumina caves de prazer

E assassinando universos

Como se não os houvera.

publicado por poetazarolho às 16:52 | comentar | favorito